O começo
Ao longo desses anos on e off de blog - são uns 17, no total -, eu percebi que, às vezes, parava de postar porque tinha uma correria acontecendo na vida offline, não dava tempo de parar e trabalhar nos posts do jeito que eu gosto - com uma pequena pesquisa de fundo, detalhes, fotos e tal -, mas, na maioria das vezes, o que rolava era um bloqueio. Já tive bloqueio causado por ressaca literária - livros tão bons que me prenderam no mundo deles e não me deixaram seguir em frente, ou cansaço de séries muito longas, histórias muito enroladas ou escritas que não bateram com a minha preferência -, por filmes ruins - para mim, é bom reforçar -, e até por coisas muito legais, tipo os shows do Green Day, o show do BTS, e a vontade de escrever sobre algumas coisas mais aleatórias.
Apesar disso tudo, o maior motivo de bloqueio que eu tenho é a péssima mania de guardar as coisas e fingir seguir em frente. Seguir porque, como elas estão guardadas, nunca coloco pra fora, nunca me dou a libertação de superar e realmente seguir em frente. Uma hipócrita que fala para os outros sobre como guardar mágoas só dá rugas e faz mal, mas guarda absolutamente tudo e, por isso, não supera nada.
São 29 anos com mais brigas e discussões do que eu gostaria, e a verdade é que eu geralmente engulo e finjo que tá tudo bem quando não, não tá tudo bem. São mais de quinze anos me sentindo um incômodo, alguém que é aturada na maioria das vezes, me perguntando constantemente... Por quê?
Por que eu sempre acho que estou atrapalhando? Por que eu sempre me acho a pessoa mais feia do lugar, e que as pessoas só estão me olhando para julgar e concluir a mesma coisa que eu? Por quê, mesmo que ninguém esteja me julgando, eu estou, e o resultado é sempre negativo? Por que eu sou péssima em fazer amigos, e quase tão ruim quanto em manter os poucos que faço? Por que eu sempre sinto que estou implorando por atenção?
Por que eu abandonei tantos sonhos sem nem tentar, e ainda disfarcei sob a desculpa de não ter mais interesse? Por que não lutei pelo que queria? Por que tenho tanta facilidade em lembrar das críticas, e tanta dificuldade em lembrar dos elogios?
Por que me sinto tão mentirosa ao apoiar a mensagem de "love yourself" quando estou bem longe de me amar?
Por quê, aos 29 anos, ainda tenho noites insônes em que passo a madrugada chorando por todas as coisas que eu queria fazer e não posso?
Por que passo tardes entediada deitada na cama, sem ânimo nem para trocar o pijama, sem força para levantar e me livrar do tédio fazendo algo que eu goste?
Por quê, ao longo dos anos, fui abandonando hobbies que eu gostava e coisas em que era boa em fazer? Por que nunca consegui reconhecer ser boa em alguma coisa?
Well, it's time to exorcise these demons, sinta-se convidadx para essa jornada que mistura autoconhecimento com cicatrização de feridas. A long time ago eu usava meu blog como lugar para desabafos na minha segunda forma preferida de me expressar: escrevendo. Com o passar do tempo, parei porque, além de guardar tudo, eu também sou uma grande covarde que acha que expressar sentimentos pode me colocar numa enrascada. Enough is enough, meu professor de literatura costumava dizer que o que os outros pensam se você não é problema seu. Tá na hora de parar de passar essa mensagem para frente e começar a praticar.
Apesar disso tudo, o maior motivo de bloqueio que eu tenho é a péssima mania de guardar as coisas e fingir seguir em frente. Seguir porque, como elas estão guardadas, nunca coloco pra fora, nunca me dou a libertação de superar e realmente seguir em frente. Uma hipócrita que fala para os outros sobre como guardar mágoas só dá rugas e faz mal, mas guarda absolutamente tudo e, por isso, não supera nada.
São 29 anos com mais brigas e discussões do que eu gostaria, e a verdade é que eu geralmente engulo e finjo que tá tudo bem quando não, não tá tudo bem. São mais de quinze anos me sentindo um incômodo, alguém que é aturada na maioria das vezes, me perguntando constantemente... Por quê?
Por que eu sempre acho que estou atrapalhando? Por que eu sempre me acho a pessoa mais feia do lugar, e que as pessoas só estão me olhando para julgar e concluir a mesma coisa que eu? Por quê, mesmo que ninguém esteja me julgando, eu estou, e o resultado é sempre negativo? Por que eu sou péssima em fazer amigos, e quase tão ruim quanto em manter os poucos que faço? Por que eu sempre sinto que estou implorando por atenção?
Por que eu abandonei tantos sonhos sem nem tentar, e ainda disfarcei sob a desculpa de não ter mais interesse? Por que não lutei pelo que queria? Por que tenho tanta facilidade em lembrar das críticas, e tanta dificuldade em lembrar dos elogios?
Por que me sinto tão mentirosa ao apoiar a mensagem de "love yourself" quando estou bem longe de me amar?
Por quê, aos 29 anos, ainda tenho noites insônes em que passo a madrugada chorando por todas as coisas que eu queria fazer e não posso?
Por que passo tardes entediada deitada na cama, sem ânimo nem para trocar o pijama, sem força para levantar e me livrar do tédio fazendo algo que eu goste?
Por quê, ao longo dos anos, fui abandonando hobbies que eu gostava e coisas em que era boa em fazer? Por que nunca consegui reconhecer ser boa em alguma coisa?
Well, it's time to exorcise these demons, sinta-se convidadx para essa jornada que mistura autoconhecimento com cicatrização de feridas. A long time ago eu usava meu blog como lugar para desabafos na minha segunda forma preferida de me expressar: escrevendo. Com o passar do tempo, parei porque, além de guardar tudo, eu também sou uma grande covarde que acha que expressar sentimentos pode me colocar numa enrascada. Enough is enough, meu professor de literatura costumava dizer que o que os outros pensam se você não é problema seu. Tá na hora de parar de passar essa mensagem para frente e começar a praticar.
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